O estado de Minas Gerais vive um dos seus fevereiro mais sombrios da história recente. O boletim mais atualizado da Defesa Civil Estadual confirma que o número de vítimas fatais subiu para 64 pessoas em decorrência dos temporais devastadores que assolam o estado desde o início do mês.A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata, é o retrato mais cruel dessa crise. Com o solo saturado após semanas de precipitação ininterrupta, as encostas da cidade se transformaram em armadilhas mortais, resultando na maioria das perdas registradas até agora.
O Mapa da Tragédia (Dados de Fevereiro/2026)
| Indicador | Status Atual |
| Vítimas Fatais Confirmadas | 64 |
| Cidades em Estado de Emergência | 182 |
| Desabrigados e Desalojados | Mais de 22.000 |
| Cidade mais afetada | Juiz de Fora |
A “Expertise” que Falta no Terreno
A situação em Juiz de Fora não é apenas um “capricho da natureza”. O acúmulo de mortes revela uma falha sistêmica no planejamento urbano e na contenção de encostas. Enquanto o governo federal fala em “expertise” internacional e o governo estadual tenta equilibrar as contas, o mineiro da ponta — que mora no morro ou na beira do rio — paga com a vida.- Infraestrutura de Papel: Projetos de drenagem e muros de arrimo prometidos em verões passados continuam no papel ou foram executados de forma precária.
- Solo Saturado: Especialistas alertam que, mesmo que a chuva pare hoje, o risco de novos deslizamentos em Juiz de Fora é altíssimo devido à instabilidade das camadas profundas do solo.
- Resposta Lenta: O envio de recursos e a logística de salvamento têm enfrentado gargalos burocráticos que custam minutos preciosos em áreas soterradas.











