Redação Zoom TV
A inauguração de uma obra pública em Vitória da Conquista, no final de dezembro de 2025, tornou-se um caso emblemático de falha na execução de políticas de acessibilidade. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), participou do evento e destacou, em vídeo, a instalação de um piso tátil, equipamento essencial para a orientação de pessoas com deficiência visual. Contudo, imagens amplamente divulgadas nas redes sociais revelaram uma grave inconsistência: o piso direciona o pedestre para uma área gramada e termina em um poste, obstruindo totalmente o percurso.
A repercussão foi imediata e crítica. Internautas apontaram o erro de planejamento, que transforma um instrumento de inclusão em um potencial risco, ironizando a estrutura como “o piso tátil que leva de nada a lugar nenhum”. A situação expõe uma desconexão entre o discurso oficial e a efetiva funcionalidade da obra. É importante salientar que a instalação de pisos táteis não é um diferencial facultativo, mas uma obrigação legal prevista na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015).
O episódio vai além de um simples equívoco técnico. Ele simboliza a necessidade de um acompanhamento rigoroso e de fiscalização especializada em todas as etapas de projetos que envolvam acessibilidade. A inclusão efetiva requer mais do que a simples instalação de equipamentos; demanda planejamento integrado, execução qualificada e auditoria contínua para garantir que os recursos públicos cumpram seu propósito social e legal, assegurando segurança e autonomia a todos os cidadãos.
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