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Lançamento do livro “Um Corpo na Estação” emocionou Pojuca, resgatando memórias dos anos 1940

Lançamento de livro resgata a história de Pojuca e emociona público no auditório da Secretaria de Educação.

Por Paulo Silva“Um Corpo na Estação”, primeiro romance do professor João Batista, leva leitores a uma viagem literária pela Pojuca dos anos 1940.

Uma noite memorável para a cultura pojucana. Assim foi a quarta-feira (9), durante o lançamento do livro “Um Corpo na Estação”, do professor e escritor João Batista, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. O espaço ficou completamente lotado por amigos, educadores, leitores, lideranças políticas e moradores da cidade, todos unidos pela literatura e pela memória coletiva de Pojuca.

O evento marcou não apenas a estreia do autor na ficção, mas também o resgate sensível de uma época marcante: a década de 1940. A narrativa se desenvolve a partir de um personagem negro, descendente de pessoas escravizadas, e conduz o leitor por uma Pojuca marcada por contrastes sociais profundos, à sombra da Segunda Guerra Mundial e da recém-encerrada escravidão, cujas feridas ainda estavam abertas.

O auditório ficou completamente lotado durante a noite literária em Pojuca, que celebrou o lançamento do livro “Um Corpo na Estação”, de João Batista.

Palavras que unem e transformam

Durante sua fala, João Batista foi direto ao ponto:

“Cada um que saiu de casa para estar aqui hoje prova que as palavras têm poder — não só de entreter, mas de inspirar e mudar vidas.

O romance foi amplamente elogiado por autoridades e convidados, entre eles o deputado estadual Alex da Piatan, o prefeito Luizinho Trinchão, a secretária de Educação Isabel Cristina, e a escritora e ativista Cíntia de Aquino. Todos fizeram uso da palavra, parabenizando o autor e destacando a importância da obra como instrumento de reflexão histórica e social.

O prefeito emocionou-se ao lembrar de seu pai, comerciante nos anos 1940, e destacou como o livro resgata fielmente a atmosfera daquela época. Já a escritora Cíntia de Aquino ressaltou que a obra também é um importante grito contra o racismo, dando protagonismo a vozes historicamente silenciadas.

Literatura e memória

Em entrevista exclusiva ao Portal Zoom TV, o autor compartilhou a emoção da noite:

“Fiquei muito surpreso com a receptividade da cidade. O local ficou lotado, recebemos visitantes de oito cidades diferentes. Acredito que a maior contribuição é estimular o gosto pela leitura e provocar reflexões sobre nossa identidade.”

O romance mergulha o leitor em um período onde a cidade girava em torno da estação ferroviária – símbolo de progresso, encontros e cotidiano. Segundo o autor, “a estação era o coração da cidade”. A morte do personagem principal justamente na calçada da estação é carregada de simbolismo, encerrando um ciclo da narrativa com grande significado.

João Batista ainda ressaltou que a literatura tem o poder de transportar o leitor para um tempo diferente, gerando empatia, consciência social e pertencimento. “Um Corpo na Estação” se firma, assim, como mais que um romance: é um documento literário que oferece ao público pojucano a chance de olhar para o passado e refletir sobre o presente.

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