
SALVADOR – Em entrevista recente, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), abordou temas cruciais que dominam o cenário político baiano e nacional. Entre os destaques, o gestor esclareceu os rumores sobre uma possível candidatura a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, respondeu a acusações do Governo do Estado sobre a entrega de conjuntos habitacionais e projetou as expectativas para o pleito eleitoral.
Questionado sobre informações da imprensa nacional que indicavam um convite formal para ser vice de Flávio Bolsonaro em uma eventual chapa presidencial, Bruno Reis foi categórico. O prefeito afirmou que, embora tenha sido "sondado por diversos interlocutores", nunca recebeu um convite direto do senador.
Reis reiterou seu compromisso com a capital baiana: "Diante do compromisso que assumi com a cidade... meu desejo era exercer meu segundo mandato trabalhando muito para ter um desempenho ainda melhor que o primeiro". Sobre o palanque presidencial de 2026, ele preferiu cautela, mencionando que nomes como o do governador Ronaldo Caiado já foram ventilados, mas que definições só ocorrerão no período das convenções.
Um dos pontos mais tensos da entrevista foi a resposta do prefeito às declarações do Governador Jerônimo Rodrigues, que classificou como "covardia" a suposta retenção de alvarás para a entrega de casas populares. Bruno Reis rebateu, afirmando que a prefeitura autorizou a entrega das chaves mesmo sem o preenchimento de todos os requisitos legais por parte do Estado, para não prejudicar as famílias.
Segundo o prefeito, o atraso na inauguração que contaria com a presença do presidente Lula foi causado por desorganização política interna da base governista e não por impedimentos burocráticos municipais."O estado nunca precisou de autorização da prefeitura para iniciar ou entregar qualquer obra mesmo não tendo os documentos... eles que foram desleais e injustos", disparou.
O prefeito também comentou a troca de comando no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA), expressando confiança na condução do desembargador Maurício Kertas. Reis defendeu uma justiça "célere e imparcial" e afirmou que a vontade popular deve prevalecer sem interferências de outras esferas de poder.
Para o gestor, as recentes críticas e movimentações de seus opositores são sinais de "desespero" diante da proximidade das eleições. "Nós vamos dar uma resposta para tudo isso. Tem um remédio, e esse remédio vai ser dado no dia das eleições", concluiu.