
A corrida presidencial ganha novos contornos com a movimentação estratégica do Partido Liberal (PL) no Nordeste. Segundo apuração da âncora da CNN, Débora Bergamasco, a cúpula da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) trabalha intensamente para selar o apoio de ACM Neto (União Brasil) à presidência da República já no primeiro turno das eleições.
Embora a equipe de Flávio Bolsonaro reconheça o favoritismo histórico do presidente Lula na região, a estratégia central é "perder de menos" no estado que garantiu a maior vantagem absoluta de votos ao PT no último pleito. A Bahia, sendo o quarto maior colégio eleitoral do Brasil, é vista como a peça-chave para equilibrar a disputa nacional.
Alinhamento e Segurança Pública
De acordo com Bergamasco, fontes ligadas ao PL dão o apoio como praticamente certo, restando apenas ajustes finais para o anúncio oficial da aliança. ACM Neto, que aparece bem posicionado em pesquisas de opinião no estado, seria o principal contraponto ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) na recepção de palanques presidenciais em solo baiano.
Um dos pilares que sustenta essa aproximação é a pauta da segurança pública. A narrativa de Flávio Bolsonaro sobre o combate à criminalidade encontra eco na realidade da Bahia, que recentemente registrou altos índices de letalidade policial e violência. Para os estrategistas, este tema possui adesão transversal, atingindo inclusive camadas da população que tradicionalmente votam à esquerda.
Cenário Eleitoral
A antecipação do apoio de ACM Neto para o primeiro turno é vista como um trunfo logístico e político. Se no segundo turno a aliança já era considerada natural por opositores, o movimento antecipado visa desgastar a hegemonia petista na região desde o início da campanha oficial.
A ideia é que, ao diminuir a distância para o PT no Nordeste e buscar vitórias expressivas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a candidatura de Flávio Bolsonaro possa chegar com força competitiva na reta final da disputa.