
Olá! Que prazer ter você por aqui. Antes de mergulharmos no nosso tema de hoje, quero me apresentar rapidinho: eu sou Kleide Pereira. Sou pedagoga, pós-graduada em psicopedagogia e em Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de mestra em Neuropsicopedagogia.
Mas, para além dos títulos, o que realmente me move é a nossa troca. No NEUROPAPO, meu papel é unir o conhecimento da ciência ao acolhimento de quem entende a realidade do "chão da sala" e o "chão da vida". Vamos juntas?
Olá, mães e responsáveis! Puxem uma cadeira, peguem um café (mesmo que ele já esteja morno) e vamos conversar de coração aberto.
Ser mãe atípica é, antes de tudo, reescrever a maternidade. É descobrir, muitas vezes da forma mais intensa possível, que aquele manual que nos deram na saída da maternidade simplesmente não serve para o nosso filho.
A gente sabe que a rotina é pesada. Ser mãe atípica é trocar a festa de aniversário barulhenta pelo "parabéns" baixinho, no aconchego de casa, para respeitar o limite de quem amamos. É ter que explicar para o mundo que o que chamam de “birra”, na verdade, é uma sobrecarga sensorial. É o cansaço de virar advogada, enfermeira, terapeuta e pedagoga antes mesmo do café da manhã.
Ninguém escolhe esse caminho de antemão; a gente se torna atípica. Tornamo-nos no susto do diagnóstico, na busca incessante por uma vaga na terapia, nas noites em claro pesquisando CIDs e naquela reunião de escola que, por vezes, machuca a alma. É lidar com a solidão de ouvir frases como “mas ele nem parece” ou o eterno peso do “você tem que ser forte”.
Mas, se a luta é grande, a nossa visão também se amplia. Ser mãe atípica é ganhar novos olhos.
A vitória no detalhe: É enxergar uma beleza transcendental num encaixe de peça que deu certo depois de 200 tentativas.
A fala que cura: É sentir o coração explodir com um “mãe” que demorou quatro anos para sair.
A força do laço: É descobrir uma força que não cabe em nenhum laudo médico e perceber, ao encontrar outras mães, que você não está sozinha.
O Mães Atípicas: Neuropapo nasce para ser esse ponto de encontro. Aqui, vamos falar de TEA, TDAH, síndromes e diagnósticos com nomes difíceis, sim. Mas falaremos, principalmente, de nós.
Vamos abordar a vida real: o BPC negado, a inclusão escolar que muitas vezes só existe no papel, os desafios no casamento e aquela culpa que insiste em pesar nos ombros. Traremos estratégias que funcionam, direitos que são seus e aquele respiro que você tanto merece.
Nosso compromisso: Sem romantizar a exaustão e sem julgar a sua dor. O objetivo é entregar informação técnica para você lutar pelo seu filho, mas também oferecer o abraço necessário para você não esquecer de si mesma.
Toda semana teremos esse papo de mãe para mãe. Porque, embora a maternidade seja atípica, o amor é gigante. Sua dor é válida, sua luta tem nome e, a partir de agora, sua força tem rede.
Ser mãe atípica é cansar, mas não desistir. É laudo, terapia e INSS, mas é também um amor que dói e que cura na mesma proporção.
Mães Atípicas: Neuropapo. Informação que fortalece, acolhimento que sustenta.
Até o nosso próximo encontro!