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Imóvel que desabou e matou três pessoas em Salvador passava por reparos estruturais

Os riscos de desabamento já eram de conhecimento dos proprietários , segundo vizinhos.

Redação
Por: Redação Fonte: Jornal A Tarde
18/05/2026 às 08h49 Atualizada em 18/05/2026 às 08h56
Imóvel que desabou e matou três pessoas em Salvador passava por reparos estruturais
Três pessoas morreram e três ficaram feridas - Foto: Shirley Stolze/ Ag A TARDE

Um dia após o desabamento de um prédio que deixou três mortos e três feridosna localidade da Baixa das Pedrinhas, no bairro de Luís Anselmo, em Salvador, equipes da Defesa Civil de Salvador (Codesal), do Corpo de Bombeiros e de outros órgãos públicos seguiram ontem atuando na retirada de escombros, avaliação de imóveis vizinhos e assistência às famílias atingidas.

Segundo relatos de moradores e da própria Codesal, o imóvel já apresentava rachaduras visíveis havia pelo menos dois anos. A obra realizada no local teria como objetivo conter o avanço de problemas estruturais que colocavam o prédio em risco. De acordo com vizinhos, o proprietário já havia sido alertado sobre a situação.

O terceiro corpo foi localizado por volta das 4h de ontem. As outras duas vítimas haviam sido encontradas ainda na noite de sábado, uma delas com vida, mas não resistiu aos ferimentos. Antes da chegada das equipes de resgate, moradores da região iniciaram a retirada das vítimas dos escombros.

Os mortos foram identificados como Roberto, Maurício e Raimundo, pedreiro e ajudantes que trabalhavam justamente na obra de reforço estrutural do edifício. Líder comunitário da região, Henrique Piaba afirmou que o prédio vinha apresentando sinais de comprometimento nos últimos meses e que, dias antes da tragédia, as rachaduras teriam aumentado.

“Os moradores relataram que o imóvel dava sinais mais graves nos últimos dias, com novos estalos pouco antes do desabamento. A obra era uma tentativa de proteger a estrutura, mas, pelo que sabemos, não havia acompanhamento de engenharia”, disse.

Na manhã de ontem, o proprietário do imóvel esteve no local com ferimentos na cabeça e aparentando forte abalo emocional. Segundo moradores, ele ajudou inicialmente na retirada dos escombros, mas acabou sendo levado para a casa de familiares. A esposa e a filha dele sofreram escoriações leves.

O diretor da Codesal, Adriano Silveira, alertou para a importância de comunicar imediatamente situações de risco estrutural ao órgão.

“Qualquer sinal de rachadura, parede empenada ou vício construtivo deve ser informado à Defesa Civil para que possamos fazer as avaliações necessárias e evitar

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