
Salvador, BA – O cenário político baiano subiu de tom na noite desta sexta-feira (29), com o pronunciamento do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil).
Durante sua participação nas celebrações dos 146 anos de emancipação política de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, o principal líder da oposição ao PT no estado adotou uma postura contundente ao comentar a recente e polêmica classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos.
A fala de ACM Neto funciona como um contraponto direto ao atual governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que vinha criticando a medida norte-americana.
Embora tenha ressaltado a importância de se proteger a autonomia do Brasil, Neto não poupou críticas à gestão estadual e federal, associando o crescimento das organizações criminosas na Bahia à falta de uma atuação firme do poder público.
“A pergunta que eu faço é a seguinte: quem toca o terror é o quê? É o que faz o PCC, é o que faz o Comando Vermelho, é o que faz o Bonde do Maluco, é o que fazem 21 facções criminosas presentes no território baiano. Então, é fundamental que a gente sempre defenda a soberania nacional, não há dúvida. Mas eu também enxergo que o que essas facções estão fazendo no dia a dia é terror. O que essas facções fazem com o cidadão, matando gente, tirando a vida de pessoas inocentes, tirando o sonho de muitas famílias”, disparou o vice-presidente do União Brasil.
Críticas à omissão do governo petista
O avanço da criminalidade e os índices de violência no estado têm sido o principal combustível para os discursos da oposição. Ao discursar para apoiadores e lideranças locais, como o prefeito Genival Deolino, ACM Neto direcionou o foco da crise diretamente para a governabilidade do Partido dos Trabalhadores (PT), que comanda o estado.
Neto lamentou o sofrimento das famílias baianas que perdem parentes na guerra do tráfico e endureceu o discurso sobre o tipo de resposta que o Estado deve dar aos criminosos:
“Quantas vidas essas facções criminosas já condenaram, e por que chegamos a esse ponto pela omissão do governo federal? E principalmente no caso da Bahia pela omissão do governo do Estado, mais precisamente nos últimos anos, de Jerônimo Rodrigues. Eu sou a favor de todas as medidas que botem para quebrar o PCC e o Comando Vermelho”, afirmou enfaticamente o pré-candidato.
Com as declarações, o ex-prefeito da capital consolida a segurança pública como a principal vitrine e o tema central de debate para a corrida eleitoral ao Palácio de Ondina, polarizando a disputa com a atual gestão petista.
Fonte das informações: Jornal Correio