
A bola oficialmente rolou para a maior e mais monumental edição da história das Copas do Mundo. Iniciada nesta quinta-feira (11), a Copa do Mundo de 2026 promete quebrar todos os recordes de audiência, presença de público e engajamento global. Superando os 5 bilhões de espectadores do Catar em 2022, a expectativa da FIFA é atingir números sem precedentes, impulsionados por uma organização inédita realizada simultaneamente em três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.
Copa terá recorde de participantes e novo chaveamento
A grande transformação desta edição está no formato da disputa. Pela primeira vez na história, o torneio expandiu de 32 para 48 seleções, abrindo as portas do cenário mundial para novas nações. Com o aumento de equipes, a FIFA adicionou uma nova fase de mata-mata: os 16 avos de final, disputada logo após a fase de grupos.
Isso significa que, para erguer a taça na grande final marcada para 19 de julho, a seleção campeã precisará disputar 8 partidas, e não mais 7. Ao todo, o público do futebol desfrutará de uma maratona de 104 jogos.
Abertura histórica no México e arbitragem brasileira sob os refletores
As emoções começaram com rodada dupla pelo Grupo A. A partida de abertura transformou o histórico Estádio Azteca, no México, em um caldeirão. Os donos da casa venceram a África do Sul por 2 a 0, mas o grande destaque do confronto foi a atuação da arbitragem brasileira.
O juiz Wilton Pereira Sampaio teve uma tarde de extremo rigor, expulsando três jogadores ao longo do confronto: dois atletas sul-africanos e um mexicano. Na sequência da rodada de abertura, Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentam na cidade de Guadalajara. As cerimônias oficiais nos três países-sede uniram grandes atrações musicais e festas culturais, celebrando a integração da América do Norte pelo esporte.
Revolução no regulamento: FIFA aperta o cerco contra o antirjogo
Muito além do número de seleções, a Copa de 2026 entra para a história pela implementação de um pacote de novas regras focadas na dinâmica do jogo, saúde dos atletas e combate à perda de tempo (a famosa "cera"). As principais mudanças em vigor são:
Controle de tempo rigoroso: Goleiros e cobradores de lateral têm agora o limite estrito de 5 segundos para repor a bola em jogo. O árbitro iniciará a contagem erguendo o braço; caso o tempo esgote, a posse de bola passa automaticamente para o adversário.
Substituições rápidas: As alterações de atletas devem ser feitas em até 10 segundos, com o jogador saindo pelo ponto mais próximo da linha. Se demorar, o atleta que está entrando será punido com a obrigação de esperar 1 minuto do lado de fora antes de ingressar no campo.
6ª substituição por concussão: O limite de 5 substituições permanece, mas se houver choque de cabeça com recomendação médica de saída por concussão, uma sexta troca será permitida para ambas as equipes.
Paradas para hidratação obrigatórias: Devido ao forte calor na América do Norte, os árbitros poderão pausar o jogo por cerca de 3 minutos por volta do minuto 22 de cada tempo. Durante as pausas e atendimentos médicos, treinadores estão proibidos de dar instruções táticas coletivas à beira do campo.
VAR expandido: O árbitro de vídeo agora pode intervir em escanteios marcados de forma errada (desde que não atrase o reinício), anular segundos cartões amarelos incorretos que gerem expulsão, e corrigir erros de identificação de jogadores em cartões.
Brasil estreia no sábado
Após o pontapé inicial, os olhos do país se voltam para a Seleção Brasileira. Sob o comando técnico do italiano Carlo Ancelotti, o Brasil faz sua estreia no próximo sábado (13), às 19h (horário de Brasília), enfrentando a forte seleção de Marrocos. Integrando o Grupo C, a caminhada rumo ao hexa ainda colocará a Amarelinha frente a frente com Haiti e Escócia na primeira fase.