O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Uma declaração inesperada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva movimentou os bastidores políticos nesta quarta-feira (17/06). Em conversa informal durante a cúpula do G7, realizada em Évian, na França, o mandatário brasileiro afirmou categoricamente que "nunca foi esquerdista". A fala, captada em um áudio vazado e repercutida inicialmente pelo portal
Metrópoles, ocorreu enquanto o presidente dialogava com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva.
O diálogo teve início quando Kristalina Georgieva relembrou o primeiro mandato de Lula, iniciado em 2003, comentando que, na época, havia uma expectativa internacional de que o petista adotasse uma linha ideológica radical. Em resposta, o presidente brasileiro rechaçou o rótulo e defendeu uma postura pragmática.
"O mundo não é de esquerda. O mundo é do caminho do meio. Essa é a verdade", afirmou Lula.
O presidente ainda destacou sua trajetória como dirigente sindical e ressaltou que sempre manteve uma excelente relação com o sindicalismo alemão, o que, segundo ele, consolidou seu perfil de negociador focado no diálogo em vez de posições extremadas.
A presença de Lula no G7 ocorre em um momento diplomático tenso, onde o Brasil busca apoio de líderes europeus para evitar a imposição de novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A declaração reforça o tom de pragmatismo que o governo tem buscado imprimir no cenário externo e gerou grande repercussão nas redes sociais e meios políticos.
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