A Ucrânia lançou um novo ataque contra a Rússia nesta quinta-feira (18). Os drones miraram, sobretudo, a capital, Moscou, onde uma refinaria de petróleo foi atingida. Essa é a segunda vez que a infraestrutura é alvo das forças ucranianas nesta semana.
“No total, cerca de 180 drones foram abatidos na aproximação a Moscou. O trabalho de defesa aérea continua. Vários drones conseguiram alcançar a Refinaria de Moscou. Medidas estão sendo tomadas para eliminar as consequências”, disse o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin.
Além da refinaria, um prédio residencial e uma instalação industrial foram danificadas pelo ataque ucranano. A quantidade de drones lançada contra a região também forçou o aeroporto de Sheremetyevo, o mais movimentado de Moscou, a suspender os voos e evacuar passageiros. As restrições já foram suspensas.
Em resposta, a Rússia lançou mísseis balísticos contra a capital ucraniana, Kiev. Pelas redes sociais, Tymur Tkachenko, chefe da administração militar da cidade, aconselhou os moradores a ficarem em lugares seguros até o fim do alerta de ataque aéreo.
A troca de hostilidades ocorreu em meio aos esforços do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de aumentar a pressão do Ocidente sobre a Rússia para negociar o fim da guerra – iniciada em 2022. Na quarta-feira (17), o líder esteve na cúpula do G7, na França, onde se reuniu com líderes das sete maiores economias do mundo.
Ao final do encontro, o grupo divulgou uma declaração reforçando o apoio “inabalável” à Ucrânia e ampliando o apoio militar ao país, com envio de sistema de defesa aérea e armamentos de longo alcance. Os líderes também anunciaram o aumento das sanções contra a Rússia, na tentativa de levar Moscou à mesa de negociações.