
POJUCA – A noite deste sábado no Arraiá do Juca 2026 foi marcada pelo romantismo e pela energia contagiante de uma das maiores lendas do "forró das antigas".
Segunda atração a subir ao palco principal, a banda sergipana Raio da Silibrina transformou a abertura oficial do São João de Pojuca em um verdadeiro espetáculo de nostalgia e dança, celebrando seus 33 anos de uma trajetória pioneira no forró eletrônico.
Nos bastidores do evento, a equipe de reportagem do Portal Zoom TV conversou com o quarteto de vocalistas — Rogério, Berg Lima, Andréia e Cadu —, que compartilharam a emoção de abrir a tradicional festa e a relação de fidelidade que mantêm com o estado.
"Nossos agradecimentos por estar nessa grade tão maravilhosa, com bandas incríveis. É uma satisfação voltar a essa cidade incrível", celebrou Andréia.
Uma segunda casa chamada Bahia
Com mais de três décadas de história, a Raio da Silibrina nasceu na mesma era de grandes gigantes do forró, como Mastruz com Leite e Magníficos. Para o vocalista Rogério, o sucesso contínuo e o fôlego para encarar as maratonas juninas vêm do carinho recíproco do público, especialmente o baiano.
"A entrega nossa é essa entrega que o público já conhece (...), da energia, do show contagiante, dançante. E, principalmente, a gente tem uma gratidão enorme nesses 33 anos pela Bahia, que foi o estado que se transformou na nossa segunda casa desde o começo e que até hoje mantém esse laço de fidelidade musical com o Raio da Silibrina", destacou Rogério.
Reinventando clássicos e conectando gerações
A longevidade da banda se deve à sua capacidade de se reciclar sem perder a essência. Cadu detalhou como o grupo monta o repertório, misturando ritmos que vão além do forró tradicional, incluindo lambada e country, mantendo a identidade viva para todas as idades.
"A gente carrega na bagagem uma geração, é quase uma história na música também, passando por cada geração. E a gente coloca no repertório coisas antigas e coisas novas. Mas a nossa preferência mesmo é tocar mais aquelas músicas mais antigas que todo mundo gosta", explicou Cadu.
Complementando a dinâmica do show, Andréia fez questão de enfatizar a originalidade do grupo, revelando um dado marcante sobre as canções apresentadas nos palcos:
"Eu quero também deixar registrado em relação ao repertório que a banda... 90% do repertório são de músicas autorais... Raio da Silibrina, 90% do repertório", ressaltou a cantora.
O segredo do fôlego na estrada
Questionados sobre como manter o pique e a alegria após tantos anos de estrada e palcos consecutivos, Berg Lima revelou que o segredo está na verdade e no amor pelo que fazem.
"A gente faz jus ao nome: Raio da Silibrina, a energia do forró! Cada um tem uma energia diferente, a gente tenta transmitir ao público o nosso melhor. É uma entrega, pois a gente faz o que a gente ama. (...) Quando a gente faz com verdade, a energia é recíproca e verdadeira", concluiu o cantor.
O Arraiá do Juca 2026 está apenas começando, e a Zoom TV segue acompanhando todos os detalhes da maior cobertura jornalística da região.














