
POJUCA – O São João é tempo de tradição, fogueira e canjica, mas, em Pojuca, é também o momento onde a inocência e a alegria da infância ganham um palco inteiramente dedicado a elas. Na tarde deste domingo (21/06), a programação do Arraiá do Juca abriu os braços para receber dezenas de famílias no Arraiá do Juquinha. O grande destaque do dia ficou por conta do Grupo UniDuniTê, um coletivo baiano de arte-educadores que transformou a praça em um verdadeiro cenário de sonhos, sorrisos e memórias afetivas.
O grupo, composto por Camilla Sarno (a "Duni"), Madson Nery e Rogério Lustosa, desembarcou na cidade pela segunda vez, trazendo na bagagem o formato dinâmico do "show brincante" — uma mistura fina de música, teatro e brincadeiras tradicionais que resgatam a essência da cultura infantil e promovem a integração entre pais e filhos.
Arte, Educação e Tradição no Palco
Em entrevista exclusiva à equipe da Zoom TV logo antes de subirem ao palco, Camilla e Madson não esconderam a emoção de retornar ao município.
"A gente adora vir para Pojuca, é sempre uma energia incrível! A criançada dança, canta e o adulto também entra no clima, vira criança de novo. É sempre muito bom", celebrou Camilla.
Madson Nery completou destacando o verdadeiro espírito da festa:
"São João é tradição, é família, é comida gostosa, mas é muita brincadeira e muita diversão. Então juntou tudo isso... o UDT (UniDuniTê) deixa aquela memória para sempre guardada na cabeça e no coração. É uma memória afetiva que fica para a vida toda."
Com 3 anos de estrada, o grupo se consolida como referência ao unir a bagagem pedagógica à paixão artística, levando ludicidade de forma consistente para a infância.
A Expectativa que Começa Cedo em Casa
Para quem estava na plateia, a festa começou muito antes do primeiro acorde da sanfona. A pequena Maria Eduarda, de apenas 7 anos, mal conseguia conter a ansiedade. Segundo a mãe, Júlia Oliveira, a rotina da casa mudou logo cedo.
"Antes mesmo do café da manhã, a Duda já estava de pé me perguntando que horas ia poder vestir o vestido de caipira e fazer as trancinhas no cabelo. O coração de mãe transborda vendo essa animação. É o nosso segundo ano vindo para o Arraiá do Juquinha e essa energia de ver pais e filhos brincando juntos, da mesma forma que eu brincava na minha infância, não tem preço que pague", relatou Júlia, emocionada.
O Arraiá do Juquinha prova, mais uma vez, que a tradição do São João de Pojuca segue viva, pulsante e, acima de tudo, gerando laços inquebráveis entre o passado e o futuro de nossa cultura.


