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STF confirma: consumidores podem pedir devolução de ICMS cobrado indevidamente na conta de luz

STF confirma: consumidores podem pedir devolução de ICMS cobrado indevidamente na conta de luz

Por: Zoom Tv Brasil
19/10/2025 às 00h11 Atualizada em 19/10/2025 às 03h11
STF confirma: consumidores podem pedir devolução de ICMS cobrado indevidamente na conta de luz
STF confirma: consumidores podem pedir devolução de ICMS cobrado indevidamente na conta de luz.

Foto: Reprodução

Decisão beneficia baianos que pagaram imposto sobre tarifas de transmissão e distribuição de energia

Uma decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou que a Coelba e demais distribuidoras de energia não podem incluir as tarifas TUSD e TUST na base de cálculo do ICMS, imposto cobrado mensalmente na conta de luz.

Na prática, a decisão abre caminho para que milhares de consumidores baianos possam pedir a devolução dos valores pagos a mais nos últimos anos.

As tarifas TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição) e TUST (Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão) dizem respeito apenas ao uso da rede elétrica, e não ao consumo real de energia, que é o único item sobre o qual o ICMS deve incidir.

Como pedir a devolução

O consumidor pode solicitar o reembolso diretamente à Coelba, de forma administrativa, ou entrar com ação na Justiça.
Para isso, é necessário reunir os seguintes documentos:

  • Cópias das faturas de energia;
  • RG e CPF;
  • Comprovante de residência.

Nos casos em que o valor ultrapassar 40 salários mínimos, o pedido deve ser feito na Justiça comum.

Prazo de até 10 anos

Segundo o STF, o consumidor tem até 10 anos para solicitar a restituição, contados a partir de cada pagamento indevido.
A devolução pode ocorrer por depósito judicial ou abatimento nas próximas faturas, dependendo da forma escolhida.

Orientação jurídica é essencial

Especialistas recomendam que o consumidor busque orientação jurídica antes de fazer o pedido, para garantir o cálculo correto e o cumprimento dos prazos legais.

A decisão é considerada um avanço na defesa dos direitos do consumidor e pode representar um alívio financeiro importante para quem, por anos, pagou valores acima do devido na conta de energia elétrica.

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