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Alcolumbre “lava as mãos” sobre Jorge Messias e amplia crise entre Senado e Planalto

Alcolumbre “lava as mãos” sobre Jorge Messias e amplia crise entre Senado e Planalto

Por: Zoom Tv Brasil
26/11/2025 às 16h49 Atualizada em 26/11/2025 às 19h49
Alcolumbre “lava as mãos” sobre Jorge Messias e amplia crise entre Senado e Planalto
Foto: Reprodução
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), explicitou nesta terça-feira (25/11) o distanciamento político em relação ao Palácio do Planalto ao afirmar que não pretende atuar para garantir a aprovação de Jorge Messias, indicado do presidente Lula (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF). “Não é problema meu. Estou fora disso”, disse Alcolumbre ao ser questionado sobre a votação. Messias precisará de ao menos 41 votos entre os 81 senadores para assumir a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. A declaração reforça a irritação do chefe do Senado com o governo. Alcolumbre fez campanha aberta pela indicação de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) — ex-presidente da Casa — que acabou preterido por Lula. A nomeação de Messias, feita sem que Alcolumbre fosse informado previamente, é vista dentro do Senado como um gesto de desconsideração do Planalto. Apesar de anunciar que a sabatina ocorrerá em 10 de dezembro, Alcolumbre deixou claro que não fará articulação em favor do governo. O gesto cria um obstáculo adicional para Lula, que já enfrenta desgaste simultâneo com Câmara e Senado — situação explicitada por declarações recentes do líder petista Lindbergh Farias, segundo o qual o presidente “entrará em campo” pessoalmente para salvar a indicação. A postura de Alcolumbre surge no momento em que a base governista vive tensão máxima:
  • O Congresso está irritado com o Planalto pela condução unilateral de decisões.
  • A recente votação apertada de Paulo Gonet para a PGR (45 votos a 26) mostrou que o governo não tem margem de segurança.
  • A insatisfação de presidentes da Câmara e do Senado ecoa na resistência de parlamentares em apoiar Messias.
Atual advogado-geral da União, Jorge Messias foi indicado por Lula para a vaga aberta com a saída antecipada de Barroso, que deixou o STF para aposentadoria compulsória. A aprovação do nome dele dependerá mais de articulação política do que de perfil técnico — e, neste momento, Lula parece estar sozinho nessa batalha. Com Alcolumbre distante e parte do Senado ressentida, a confirmação de Messias tornou-se a aposta mais arriscada do governo no Congresso. A fala do presidente do Senado, ao “lavar as mãos”, não apenas deixa claro seu descontentamento, mas também sinaliza que o Planalto perdeu, ao menos por ora, o comando do tabuleiro político. Com informações do Hora Brasília.
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