O governo dos Estados Unidos não está para brincadeira. Nesta quarta-feira (25), o Departamento do Tesouro anunciou uma nova e pesada salva de sanções econômicas contra o Irã, atingindo o coração financeiro do regime dos aiatolás. A medida ocorre no momento mais estratégico possível: apenas 48 horas antes das negociações marcadas para esta sexta-feira em Genebra, na Suíça.
Desta vez, o alvo principal é a chamada “frota fantasma” uma rede de navios petroleiros velhos e com bandeiras de conveniência que Teerã usa para contrabandear petróleo e financiar o terrorismo regional e seu programa de mísseis. Ao todo, mais de 30 indivíduos, entidades e embarcações foram colocados na “lista negra” de Washington.
O cerco ao petróleo e aos drones
A estratégia de “pressão máxima” da administração Trump visa cortar o oxigênio financeiro que sustenta as ambições nucleares e a repressão interna do regime iraniano:
Frota Fantasma: Foram sancionados 12 navios que movimentaram centenas de milhões de dólares em produtos petrolíferos ilícitos.
Tecnologia de Morte: As sanções também atingiram redes de aquisição de componentes para drones e mísseis balísticos, que o Irã tem exportado para zonas de conflito.
Sem Escapatória: O secretário do Tesouro, Scott Bessent, foi direto: os EUA não permitirão que o regime priorize armas em detrimento da vida do seu próprio povo.
Diplomacia sob o “fuzil”
Enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, tenta emplacar um discurso de “perspectiva favorável” para o encontro de Genebra, a Casa Branca deixou claro que não aceitará um acordo “meia-boca”. O governo americano exige que qualquer novo pacto seja permanente, sem as famosas “cláusulas de caducidade” que permitiam ao Irã retomar o enriquecimento de urânio após alguns anos.
A Realidade dos Fatos
O que estamos vendo é a volta da diplomacia de resultados, onde o diálogo só acontece quando o bolso do ditador aperta. Enquanto governos de esquerda ao redor do mundo costumam “passar o pano” para regimes teocráticos sob o pretexto da soberania, os EUA mostram que a única linguagem que o terrorismo entende é a da asfixia econômica.
Trump chega à mesa de Genebra com a faca e o queijo na mão: ou o Irã aceita termos rígidos e permanentes, ou o país verá sua principal fonte de renda o petróleo secar completamente nos mercados internacionais. A “expertise” aqui é simples: não se negocia com quem aponta um míssil para o mundo; primeiro, você tira o financiamento do míssil.










