A redoma de vidro que cercava os negócios de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acaba de sofrer uma rachadura profunda. Nesta sexta-feira (27), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido da Polícia Federal e determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho mais velho do presidente Lula.
A decisão ocorre no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes e descontos indevidos em aposentadorias do INSS. Para os investigadores, a quebra de sigilo não é apenas uma formalidade, mas a peça que falta para confirmar se o “expertismo” nos negócios de Lulinha tem relação direta com o dinheiro suado dos idosos brasileiros.
A “Tranquilidade” de Fachada
Por meio de sua defesa, Lulinha apressou-se em dizer que está “tranquilo” e que manifestou “expressamente sua intenção de prestar qualquer esclarecimento”. No entanto, para quem acompanha os bastidores do poder, o tom de prontidão soa mais como uma estratégia jurídica de contenção de danos do que como confiança real.
O Pedido da PF: Os investigadores apontam que depoimentos de delatores (ex-dirigentes do INSS) colocam Lulinha como o elo de influência entre o governo e empresas beneficiadas por descontos fraudulentos.
O Sigilo: Com o acesso às contas de 2022 a 2026, a PF quer cruzar dados para ver se o padrão de vida e os investimentos do empresário são compatíveis com seus rendimentos declarados ou se há rastros da “mesada” citada por delatores.
O Peso da Caneta de Mendonça
A decisão de André Mendonça é vista como um golpe duro, pois o ministro fundamentou que a medida é “estritamente necessária para o prosseguimento das investigações”. Não se trata de perseguição, mas de um desdobramento técnico após a homologação das delações de Virgílio Oliveira Filho e André Fidelis.











