O futebol, assim como a vida, é feito de ciclos de queda e ascensão. Nesta semana, o atacante Zé Roberto, jogador que vestiu a camisa do Bahia em 70 oportunidades, provou que a determinação individual ainda é o combustível mais forte do esporte. O centroavante voltou a ser destaque após um longo e doloroso processo de recuperação de uma ruptura ligamentar no joelho esquerdo, sofrida ainda no final de 2024.
Para um atleta de 32 anos, uma lesão desse porte costuma ser um veredito de aposentadoria precoce. Mas Zé Roberto, conhecido pela raça que demonstrava nos tempos de Fazendão, ignorou as estatísticas pessimistas e retornou aos campos “voando”, balançando as redes e provando que a técnica não se perde com o tempo de estaleiro.
O calvário e o retorno
Zé Roberto viveu o “inferno” dos Departamentos Médicos por 15 meses. Foram sessões intermináveis de fisioterapia e o isolamento dos gramados, vendo o tempo passar enquanto muitos já o davam como “ex-jogador em atividade”.
Histórico no Esquadrão: Pelo Bahia, Zé Roberto marcou 10 gols e deu duas assistências, sendo lembrado como um operário do ataque que nunca fugiu da dividida.
O Retorno: Em suas primeiras atuações neste início de 2026, o atacante mostrou que o faro de gol continua intacto, sendo peça fundamental para o seu atual clube e atraindo olhares de equipes que buscam experiência e poder de finalização.
A Realidade dos Fatos
A história de Zé Roberto é inspiradora, mas também serve de alerta. Enquanto um atleta experiente consegue, por meios próprios e contratos profissionais, buscar a melhor recuperação, quantos jovens talentos da base de Lauro de Freitas e da Bahia se perdem no caminho por falta de uma infraestrutura mínima?
É fácil o governo estadual fazer propaganda em cima de “arenas” e eventos isolados, mas o “expertismo” (como diria o presidente em Seul) não chega onde o talento brota. A superação de Zé Roberto é fruto de mérito individual e esforço próprio algo que o sistema atual muitas vezes tenta sufocar em favor da dependência estatal. No campo e na política, quem não se esforça, não marca gol.
Enquanto a gestão estadual gasta milhões em publicidade, o esporte amador baiano sobrevive de migalhas. Zé Roberto brilhou porque não esperou pelo Estado; ele correu atrás. Que o exemplo dele sirva para mostrar que, com trabalho e sem “muletas” políticas, é possível dar a volta por cima.










