
Pojuca, BA — A noite de domingo no Arraiá do Juca 2026 foi marcada por pura emoção e exaltação à cultura nordestina. O forrozeiro pojucano Xexéu Nascimento subiu ao palco principal e fez o público delirar com um repertório recheado com o que há de melhor no forró tradicional. Mantendo-se fiel às suas raízes, o artista transformou a praça em um verdadeiro tapete de dança.
Antes de sua apresentação, Xexéu recebeu a equipe de reportagem da Zoom TV em seu camarim para uma entrevista exclusiva. Ao ser questionado se o "frio na barriga" desaparece após mais de uma década participando do evento, o cantor foi categórico ao afirmar o orgulho e a responsabilidade que carrega.
"Busco fazer o forró autêntico, sempre levando o nome do forró, que é um patrimônio imaterial hoje do nosso Nordeste brasileiro," destacou o artista. "Esse décimo primeiro ano fazendo parte do Arraiá do Juca, para mim, é um grande orgulho. É muito importante levar o forró para fortalecer a identidade do nosso povo."
Essência Inalterada
Completando 11 anos de história no São João da cidade, Anselmo Santos do Nascimento — que dá vida ao artista Xexéu Nascimento — fez questão de frisar que o sucesso e o tempo não mudaram sua postura ou o seu respeito pela música.
"Nada mudou desde 2017. É importante frisar isso: todos que me acompanham, principalmente a minha família e os amigos, todos sabem que não existiu mudança nenhuma nesses 11 anos. O Anselmo Santos do Nascimento, que se entende como Xexéu Nascimento enquanto artista, esse cara é o mesmo desde 2017 musicalmente no forró... E desde 1995 eu permaneço a mesma pessoa," desabafou.
Com seu estilo característico e avesso a criar falsas expectativas, Xexéu explicou de forma simples a sua conexão com os fãs: "Meu jeito de ser é mais recatado, na minha. Eu faço forró, eu canto e as pessoas dançam. Eu canto com alegria e vejo as pessoas dançando... A gente canta, o povo gosta e toca."
O Manifesto em Forma de Canção
Um dos momentos mais marcantes da entrevista foi quando o compositor revelou a forte carga emocional e o contexto de sua nova música autoral, intitulada "Quem foi que disse que o forró morreu?". Mais do que uma defesa do ritmo contra as distorções do mercado, a obra carrega uma resposta profunda ligada à sua trajetória pessoal e familiar.
"Minha vida é um livro. As pessoas abrem se elas quiserem. Eu digo para você que essa música veio em forma de resposta ao que eu estava vivendo. A minha família entende a data de 13 de janeiro como um acontecimento chave para que minha vida pudesse fazer um pouco mais de sentido neste ano de 2026," revelou, emocionado.
A noite de domingo do Arraiá do Juca 2026 continuou em alto nível, reservando ainda no palco principal os shows das bandas Cangaia de Jegue e Simone Morena, consolidando mais um dia de sucesso absoluto na celebração da cultura pojucana.







